quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Você solda com segurança?
SENDO SOLDADOR VOCÊ TEM UM DOS TRABALHOS MAIS PERIGOSOS DO MUNDO
Todas as fumaças geradas pela solda contêm poluentes que podem danificar as vias respiratórias, o pulmão e o sistema nervoso – e em determinados casos podem até causar o câncer. As doenças podem ser traiçoeiras. Em alguns casos elas podem levar semanas, meses ou até anos para que os sintomas apareçam.
Você sabia que:
• Os soldadores correm um risco 40% maior do que outros grupos de profissionais de contraírem câncer do pulmão devido ao seu ambiente de trabalho?
• Um soldador de arco de solda sem proteção corre o risco de inalar até meia grama de partículas venenosas durante um turno de oito horas? Isto é o equivalente a 100 gramas por ano. Ou, colocado de outra maneira, 2,5 quilos em 25 anos!
• Os soldadores fumantes precisam de uma proteção respiratória maior do que os não fumantes?
É IMPORTANTE SELECIONAR O RESPIRADOR CORRETO!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
O enxofre no inferno?
A própria Bíblia cita o enxofre no inferno. Acredita-se que essa ligação do enxofre ao inferno é devida às propriedades do enxofre muitas vezes ligadas ao fogo. Além de ser um elemento localizado em terrenos de origem vulcânica é um dos componentes da pólvora (uma mistura explosiva de nitrato de potássio (KNO3), carbono e enxofre), e é um constituinte também do palito de fósforo.
No Israel antigo existia uma lugar chamado Vale de Hinom onde eram jogados cadáveres de criminosos, de animais e lixo para serem queimados no fogo, e este fogo era alimentado por enxofre para que fossem totalmente destruidos. As pessoas acreditam que o inferno é feito de fogo, que as pessoas que fizeram o mal irão arder no fogo do inferno por toda eternidade.
Esse vale é relacionado ao ensinamento do inferno de fogo e, portanto, assim como ele, de acordo com as crenças religiosas, o fogo do inferno é mantido pelo enxofre!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Refrigerantes
Os ingredientes básicos dos refrigerantes são:
- água, que deve atender às normas e padrões de potabilidade;
- concentrados, que dão o sabor, e são compostos por extratos, óleos essenciais e destilados de frutas ou vegetais, como quinino e seus sais, noz-de-cola nos refrigerantes do tipo cola ou semente de guaraná para o refrigerante de guaraná;
- açúcar refinado ou cristal (sacarose), que pode ser substituído total ou parcialmente por sacarose invertida, frutose, glicose e seus xaropes, ou edulcorantes;
- dióxido de carbono -
CO2 (gás carbônico) industrialmente puro.
Por serem considerados produtos alimentícios, os ambientes industriais, equipamentos e utensílios usados em todo o processo de fabricação de refrigerantes têm que seguir as normas específicas nos procedimentos de recebimento de matérias primas, de produção, embalagens, transporte e análises físico-químicas e microbiológicas.
Matérias primas
A água é o ingrediente que entra em maior quantidade na composição dos refrigerantes, respondendo por 90% do conteúdo. Para ser utilizada, deve obedecer aos padrões de potabilidade do Ministério da Saúde e apresentar as seguintes características: ser incolor, transparente, insípida, inodora, livre de íons ferro, cloro residual e microrganismos, ter baixo teor de sais de cálcio e de magnésio.
Os concentrados de suco de frutas, óleos essenciais e destilados de frutas ou vegetais, a água e o açúcar formam a base de um refrigerante. A quantidade mínima de suco e/ou extrato vegetal a ser utilizada é definida pela legislação. Os sucos de frutas concentrados são mais utilizados que os sucos simples, porque garantem mais aroma, facilidade de transporte, armazenamento e melhor conservação.
Outras matérias primas dos refrigerantes são os conservantes, que impedem ou retardam a deterioração provocada por microrganismos, como leveduras, mofos e bactérias. São conservantes o ácido benzóico, o ácido sórbico e seus respectivos sais de sódio, cálcio e potássio.
Os acidulantes regulam a doçura do açúcar, intensificam o gosto ácido, controlam o pH da bebida e inibem a proliferação de microrganismos. Além disso, têm a capacidade de realçar o sabor da bebida. Os acidulantes empregados na produção de refrigerantes são os ácidos cítrico, tartárico e fosfórico.
Os antioxidantes evitam a ação do oxigênio, que causa perda da cor e provocam a deterioração do produto. A luz e o calor aceleram o processo de oxidação e, por isso, os refrigerantes nunca devem ser expostos ao sol. Os antioxidantes mais usados são o ácido ascórbico, ou vitamina C, com a única função de evitar a oxidação e não para deixar a bebida “vitaminada”, e o ácido isoascórbico.
Os aromatizantes conferem ou intensificam o aroma; os flavorizantes conferem ou intensificam tanto o sabor quanto o aroma. Quando adicionados aos alimentos eles podem desempenhar funções diversas, como criar novos sabores inexistentes na natureza ou reforçar, substituir ou mascarar os sabores presentes. Os principais aromas utilizados na indústria de refrigerantes são obtidos de extratos alcoólicos ou essências, soluções aquosas ou emulsões, soluções aromáticas em glicerol ou propilenoglicol e sucos concentrados de frutas. São aromatizantes e flavorizantes: sucos naturais, extratos naturais, óleos essenciais, emulsões e aromas naturais e idênticos aos naturais.
Os corantes são usados para dar ou intensificar a cor dos refrigerantes. Podem ser naturais, como β-caroteno e antocianinas, ou artificiais, como amarelo tartrazina, amarelo-crepúsculo, amaranto ou bordeaux e azul-brilhante.
H2O + CO2
g H2 + CO3
O volume de
CO2 no refrigerante é fator importante na qualidade do produto. A variação do volume de
CO2 afeta diretamente o sabor e o aroma do refrigerante, pois o gás carbônico proporciona “vida” à bebida, realça o sabor e confere uma sensação refrescante.
Sabores e embalagens
Os refrigerantes são vendidos em embalagens de PET poli(tereftalato de etileno), garrafas de vidro, latas, em volumes que variam de 237 mililitros a 3 litros, e também em barris de aço ou alumínio. A embalagem de vidro apresenta vantagens, como o alto valor mercadológico de visualização, devido à transparência e perfeita impermeabilidade. Mas a fragilidade das garrafas, seu peso e o preço elevado são fatores que levaram à maior utilização de latas e garrafas PET. As embalagens PET têm como vantagens menor investimento do engarrafador com máquinas de lavar vasilhames, o fim do frete de retorno de vasilhames, o fato de serem descartáveis e a resistência a impactos, entre outras. Atualmente o plástico PET embala cerca de 80% dos refrigerantes vendidos no Brasil. O maior problema do uso desta embalagem, no entanto, é no momento do descarte: o PET representa um dos principais resíduos urbanos. Com biodegradação muito lenta, a solução para o problema é a reciclagem. Já as latas de alumínio têm como vantagens: o fato de serem leves e resistentes, gelar mais rapidamente a bebida, o que economiza energia, serem uma excelente barreira contra a luz e a água, e por seu tamanho reduzido, facilitar a estocagem e distribuição do produto. Além disso, as latas de alumínio podem ser recicladas indefinidamente.
Os prazos de validade dos refrigerantes variam de acordo com a embalagem: garrafas de vidro retêm melhor o
CO2 e por isso os refrigerantes envasados nessas embalagens duram de 6 a 9 meses; em latas os prazos de validade variam de 4 a 9 meses, e em embalagens PET o prazo de validade é menor, entre 3 e 6 meses, por conta da maior porosidade do material, o que leva à perda do
CO2 mais rapidamente.
Processo de fabricação
No processo de fabricação dos refrigerantes não há qualquer contato manual, e ocorre sob rigoroso controle de qualidade. As etapas de fabricação são as seguintes:
- tratamento da água, para que ela adquira as condições microbiológicas adequadas, ou seja, sem coliformes, mofos e leveduras, e baixo índice de bactérias;
- elaboração do xarope simples, que consiste na dissolução do açúcar (cristal, sólido ou invertido) em água quente e seu tratamento com carvão ativado para eliminação de compostos que causam odores e paladares estranhos;
- preparação do xarope composto, quando o xarope simples é misturado aos outros ingredientes: conservantes, ácidos, aromas, corantes, extrato de guaraná em caso da produção de guaraná, extrato de noz de cola, no caso de refrigerante cola, e sucos naturais no caso de sabores de fruta. A mistura é feita em tanques de aço inoxidável equipados com agitadores e na ausência de ar;
- antes de seguir para a etapa seguinte, de envase, o xarope composto passa por análises microbiológicas e físico-químicas, que checam turbidez, acidez e dosagem de açúcar ou edulcorantes;
- envasamento: é a fase final da fabricação. Garrafas retornáveis são inspecionadas, para eliminação das quebradas, trincadas, lascadas, lixadas ou com material de difícil remoção, como tinta ou cimento. Depois as garrafas passam por pré-lavagem, imersão em soda cáustica quente para retirada de impurezas e esterilização, enxágue com água e nova inspeção. Embalagens descartáveis não necessitam de pré-lavagem; garrafas não retornáveis e latas são apenas rinsadas com água clorada. Nesta etapa de produção, o xarope composto segue até a linha de envasamento e passa por uma seqüência de máquinas: cuba de mistura, onde o xarope é misturado com a água; gaseificador, onde recebe o CO2; enchedora, arrolhador, rotuladora e empacotadora, até chegar ao estoque para distribuição. Esteiras movimentam as embalagens vazias e cheias entre os diversos pontos da operação.
Controles
Durante o processo de fabricação os refrigerantes passam por vários processos de controle. Os testes da água têm o objetivo de realizar o controle microbiológico e a retirada do cloro antes do uso. O xarope simples e o composto passam por análises de acidez, cor, turbidez, concentração e detecção da presença de microrganismos.
Na fase final, depois de todos estes controles físico-químicos, ainda é feito o controle de linha de produção, que inclui a checagem de itens como carbonatação, cor, brix (concentração) no mínimo a cada 20 minutos para garantir padrões de qualidade preestabelecidos. A acidez é testada nos tanques de xarope composto.
Além disso, é feito um acompanhamento visual para detecção de resíduos nas garrafas. Também é feita a retenção de algumas garrafas em cada dia ou a cada lote produzido para acompanhamento dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.
Efluentes
Os efluentes gerados em todos os setores da fábrica de refrigerantes, como xaroparia, sala de envase, lavadora de garrafas, lavagem de piso, rinse, cozinha e banheiro, são enviados para tratamento. Normalmente as fábricas usam o tratamento com lodo ativado, por se tratar de efluentes sem resíduos químicos ou metais pesados, o que torna o tratamento mais fácil. Mesmo a solução da lavadora de garrafas, filtrada periodicamente em uma caixa de brita, retorna para a lavadora. A parte de celulose é separada para descarte como material reciclável, de acordo com a legislação, que no Estado de São Paulo é determinada pela Cetesb.
Brasil
Os brasileiros são grandes consumidores de refrigerantes. O consumo no Brasil em 2011 deve chegar a 15.645 milhões de litros, de acordo com a previsão da Abir – Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-Alcoólicas. A Associação reúne as empresas fabricantes de 75% dos refrigerantes consumidos no país. O setor emprega 300 mil trabalhadores, de acordo com a Associação.
Na definição da Abir, refrigerantes são adoçados, não têm álcool e contêm CO2. Não são considerados refrigerantes bebidas à base de chá, nem as energéticas, como os isotônicos. Fazem parte da categoria dos refrigerantes as bebidas concentradas para consumo em casa e, fora de casa, dispensadas em máquinas para bebidas não-alcoólicas gaseificadas e as águas saborizadas de baixa gaseificação.
A atuação dos químicos
Os profissionais da química estão presentes em todas as etapas de produção de refrigerantes, atuando no controle de qualidade desde a entrada das matérias primas até o descarte dos efluentes. O trabalho do químico é muito extenso e envolve todo o processo, porque é importante manter padrões de qualidade no momento e após a produção.
Inicialmente, os profissionais da química atuam no tratamento da água na ETA – Estação de Tratamento de Água – da empresa, para retirada dos íons de ferro, sais de magnésio e cálcio, que devem ser evitados no refrigerante.
Na fase de preparação do refrigerante há o controle da produção do xarope simples, já que durante a dissolução do açúcar é necessário controlar as concentrações, a cor e a acidez do produto. Depois é feito o controle do xarope composto, quando são adicionados os outros componentes. Faz-se o acompanhamento físico-químico das quantidades dos insumos que vão ser adicionados, como acido cítrico, aroma, corante e conservante. O controle dessas operações, como a dissolução do açúcar e a preparação do xarope é acompanhado pelo profissional da química.
A etapa de envase também é acompanhada pelo profissional da química, para o refrigerante manter os padrões de qualidade predeterminados, mantendo-se os teores de açúcar, acidez e volume de gás adicionado à garrafa. Garrafas de vidro são lavadas anteriormente em uma máquina e estão limpas quando chegam ao envase, e são feitos outros controles nesse processo de lavagem. Quando são utilizadas garrafas PET, na maioria das empresas essas garrafas são sopradas mecanicamente dentro da fábrica e lavadas com água levemente clorada para evitar contaminações microbiológicas antes do uso. O profissional da química acompanha este processo também.
O refrigerante é envasado em baixas temperaturas, ao redor de 5°C. Durante o processo de envase são feitas analises físico-químicas que, basicamente, vão monitorar o volume de gás e a concentração de açúcar (brix). Os testes são feitos normalmente em um laboratório ao lado da linha de produção. São análises rápidas e simples, feitas a cada 20 ou 30 minutos.
Finalmente, entra o controle relacionado ao meio ambiente. Todos os equipamentos são lavados antes e depois do uso e na troca de sabores e toda a água usada na fábrica é coletada e vai para uma lagoa para tratamento. As fábricas devem ter uma estação de tratamento e a água deve sair com padrões adequados para não causar danos ao meio ambiente. Na indústria de refrigerantes o que mais se retira da água é o açúcar. A retirada desse açúcar residual é o grande problema para o descarte da água, e para isso é feito um tratamento específico.
A importância do profissional da química dentro da fábrica de refrigerantes não se resume a atender à legislação do setor. A empresa que não tem um profissional preparado para fazer os controles físico-químicos acaba sofrendo com problemas de custos. Por exemplo, se cada garrafa de refrigerante tiver 3 gramas de açúcar a mais, para uma fábrica de pequeno porte, que produz 2 milhões de litros por mês, no final do mês isso representará um custo em torno de oito mil reais. A falta de controle põe em risco a rentabilidade e, em conseqüência, até mesmo a sobrevivência da empresa. Em suma, a presença de profissionais da química significa a racionalização no uso dos insumos e maior retorno financeiro.
Fotos
Stock.xchng - www.sxc.hu
Bibliografia
Venturini Filho,W. Bebidas Não-Alcoólicas, vol.2, Ed. Edgar Blucher, 2010
Silva Lima, A.C e Afonso J. C. A Química do Refrigerante. Revista Química Nova na Escola, vol. 31 nº3, agosto 2009
Texto
Mari Menda, jornalista, Depto. de comunicação e Marketing CRQ-IV
Revisão
Prof. Dr. Antonio Carlos Massabni
Prof. Titular aposentado do IQ-Unesp Araraquara
Profissional entrevistado
Dilermando Peçanha, Técnico em Química
Licenciado em Química, 36 anos de experiência
na área de alimentos, sendo 14 anos em
refrigerantes e bebidas alcoólicas
Fonte: CRQ
Transporte de Produtos Perigosos
Acidentes como este acontecem com certa frequência no Brasil, país que utiliza principalmente o transporte rodoviário para fazer a conexão entre produtores, distribuidores e consumidores. A frota de caminhões de carga no Brasil contava com 1 milhão e 300 mil veículos em dezembro de 2010, de acordo com o relatório 2010 da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT. Uma parcela desses caminhões trafega pelas estradas brasileiras levando produtos perigosos.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), circulam pelas rodovias paulistas diariamente mais de 3.000 produtos perigosos, como líquidos inflamáveis, explosivos, corrosivos, gases, materiais radioativos e muitos outros.
As estatísticas do DER referentes a 2011 mostram que naquele ano houve 178 acidentes com veículos que transportavam produtos perigosos, sendo a maioria dos acidentes – 53 – com veículos que transportavam líquidos inflamáveis, etanol (álcool etílico) ou solução de etanol (solução de álcool etílico).
A região que mais registrou acidentes com produtos perigosos em 2011 foi a de Campinas. Em relação aos acidentes por classe de risco, 112 envolveram líquidos inflamáveis e 24 envolveram gases inflamáveis. O DER monitora todas as estradas de São Paulo, com exceção das rodovias federais.
A ANTT define produtos perigosos como aqueles que representam riscos à segurança pública, à saúde das pessoas ou ao meio ambiente, de acordo com os critérios de classificação da ONU.
Para prevenir os acidentes e minimizar os riscos que eles trazem ao meio ambiente, à saúde da população e ao patrimônio público, o Brasil vem adotando ao longo dos anos uma legislação específica e rigorosa em relação ao transporte de produtos químicos por via rodoviária. São decretos, leis, resoluções, portarias e normas editadas por órgãos como a ANTT, Conselho Nacional de Trânsito, Denatran, Ministério dos Transportes, Inmetro e ABNT. A legislação detalha como deve ser feita a identificação e o transporte dos produtos perigosos, sua classificação, os tipos de embalagem, a sinalização externa dos veículos de carga, a documentação necessária para o transporte, os equipamentos de segurança e quem são os responsáveis em caso de acidentes, entre outros aspectos.
A Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química – mantém o Pró-Química, um serviço de informações via telefone para auxiliar as autoridades rodoviárias, o corpo de bombeiros, os produtores e os transportadores a lidar com as ocorrências envolvendo substâncias químicas nas estradas brasileiras. No âmbito do Estado de São Paulo, o DER mantém o Sistema de Informações de Produtos Perigosos (SIIPP). A Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – também mantém equipes em plantão permanente todos os dias do ano em um Centro de Controle de Desastres e Emergências Químicas.
Segurança
Primeiramente, o motorista precisa ser treinado para conduzir produtos perigosos. Na viagem ele tem que levar a documentação com dados sobre a classificação da carga, o fabricante ou importador do produto, as autorizações para circulação e informações de segurança para o caso de acontecer um acidente, além de um kit de emergência pronto para ser usado em caso de acidente.
O caminhão tem que estar em boas condições de manutenção e externamente precisa estar sinalizado com placas indicativas para mostrar o produto (ou produtos) que carrega e seus riscos. A indicação dos perigos é feita por painéis de segurança e rótulos de risco, que trazem números e símbolos indicando a classificação dos produtos transportados e seu enquadramento em uma das classes ou subclasses especificadas na Resolução da ANTT. Existem cerca de 3.500 números ONU relacionando os produtos perigosos. A ONU possui um comitê específico para legislar sobre o assunto.
Os produtos químicos perigosos são divididos em 9 classes: 1-explosivos, 2-gases, 3-líquidos inflamáveis, 4-sólidos inflamáveis; substâncias sujeitas a combustão espontânea; substâncias que em contato com água emitem gases inflamáveis, 5-substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos, 6-substâncias tóxicas e substâncias infectantes, 7-materiais radioativos, 8-substâncias corrosivas, 9-substâncias e artigos perigosos diversos. As classes podem ter subclasses como, por exemplo, os gases, subdivididos em três grupos: gases inflamáveis, gases não inflamáveis e não tóxicos e gases tóxicos.
Exemplos de rótulos de risco indicam o que um veículo leva: produto explosivo, gás não inflamável, gás inflamável, substância sujeita a combustão espontânea, oxidante e produto radioativo, na sequência.
Exemplos de como deve ser a sinalização em veículos que transportam cargas a granel, fracionadas e com um ou mais produtos no mesmo veículo:
Rótulos de risco e painéis de segurança no transporte de carga a granel de mais de um produto perigoso de mesmo risco principal, na mesma unidade de transporte
Transporte de carga a granel de substância perigosa ao meio ambiente (número ONU 3082)
Transporte de carga fracionada de produtos perigosos iguais (número ONU) e riscos iguais (número de risco) na mesma unidade de transporte
Profissionais da química
O trabalho dos profissionais da química está presente em toda a cadeia de produção, distribuição, transporte e descarte de produtos químicos e resíduos classificados como perigosos, nas empresas de atendimento a emergências, nos órgãos públicos, nas universidades, nos laboratórios e nos transportadores.
Na área de transporte, por conhecer as propriedades e características dos produtos químicos, o profissional da química atua na orientação quanto à estocagem e quanto ao transporte propriamente dito, além de atuar na descontaminação dos tanques de carga e no tratamento de resíduos.
Os profissionais da química também atuam em campo, no trabalho de atendimento a emergências ocorridas durante o transporte de produtos perigosos. Eles são responsáveis pela identificação, neutralização e remoção de produtos derramados em conseqüência de acidentes, definindo quais as ações a serem tomadas para evitar danos à saúde da população e ao meio ambiente. Em alguns casos, eles podem determinar a construção de diques, para evitar que poluentes atinjam cursos d’água e a canalização de água potável, evitando assim acidentes ambientais que poderiam adquirir grandes proporções.
Emergências Químicas
Pró-Química – Abiquim
telefone 0800-11 8270
Sistema de Informação de Produtos Perigosos – DER/SP
telefones 0800-0555510 ou 0800-555510
Centro de Controle de Desastres e Emergências Químicas – Cetesb
telefones (11) 3133-4000 e 0800-11 3560
email ceeq@cetesbnet.sp.gov.br.
Para saber mais
- Manual para Atendimento a Emergências com produtos perigosos – Guia para as primeiras ações em acidentes. Abiquim, Departamento Técnico. 2011
- Segurança na Armazenagem, Manuseio e Transporte de Produtos Perigosos. Araújo, G. Moraes. Gerenciamento Verde Editora e Livraria Virtual. 2008
- Equilíbrio Ambiental-Resíduos na Sociedade Moderna. Brasil, Anna; Santos, Fátima.FAArte Editora. 2004
- Site da Cetesb – http://www.cetesb.sp.gov.br/
- DER - http://www.der.sp.gov.br/website/Home/ disponibiliza manuais para download
- Site da ANTT - http://www.antt.gov.br/carga/pperigoso/pperigoso.asp
Texto
Mari Menda – Jornalista CRQ-IV
Revisão
Prof. Antonio Carlos Massabni – IQ Unesp-Araraquara
Glória Santiago Marques Benazzi – Engenheira Química, diretora do Comitê ABNT/CB-16- Transporte e Tráfego. Coordenadora da comissão de estudos de transporte terrestre de produtos perigosos da ABNT
Fotos - Stock.xchng
Imagens- Normas ABNT NBR 7500
Fonte: CRQ
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Cinco perguntas sobre petróleo
Entenda a importância econômica deste recurso natural que está presente em quase tudo no nosso cotidiano. Conheça como ele se forma e enriqueça sua aula sobre o tema
1. O que é o petróleo e para que serve?
Trata-se de um hidrocarboneto, tipo de composto orgânico formado por carbono e hidrogênio, cuja combustão (ou queima) gera grande quantidade de energia. Esta reação ocorre entre um combustível, neste caso o petróleo, e um reagente, como o ar por exemplo, e libera o calor utilizado para produzir a energia que consumimos. Atualmente, o petróleo é a principal fonte energética utilizada no mundo. Por meio do seu refino, processo que basicamente separa em frações e elimina impurezas, são produzidos a gasolina, o óleo diesel, o querosene e a nafta, matérias primas fundamentais para a indústria petroquímica. Seu processamento dá origem a tecidos sintéticos, inseticidas, medicamentos, tintas, explosivos e ao plástico, base para inúmeros produtos do nosso dia a dia.
2. Onde estão as reservas mundiais e porque há petróleo nestes lugares?
As maiores reservas em exploração na atualidade estão nos países da bacia do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes e Kuwait), na Venezuela, na Sibéria Ocidental (Rússia), e no entorno do Golfo do México, nos estados norte-americanos voltados para essa bacia.
Todas essas regiões foram, entre 135 e 65 milhões de anos atrás, durante o Período Cretáceo, fundo do mar. Camadas de microorganismos marinhos se depositaram nestes locais e foram recobertos por rochas, criando um ambiente propício para as bactérias decompositoras cuja ação, aliada ao calor e à pressão, fez com que os restos de seres marinhos se transformassem em uma substância rica em hidrocarbonetos (petróleo, gás natural e xisto betuminoso).
3. Ainda é possível encontrar novas reservas?
Sim, principalmente em áreas de pré-sal, como ocorreu no Brasil. O termo refere-se às rochas localizadas nas porções marinhas de parte do litoral, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Recentemente foi descoberto o pré-sal africano, que está associado ao brasileiro. Isso porque há milhões de anos atrás o que hoje é a África e o nosso país formavam um único território. Com o movimento das placas que constituem o planeta Terra, uma fissura se formou e deu origem a um ambiente aquático ocupado por vários organismos. Ao morrerem, eles se acumularam no fundo do mar e sua decomposição gerou, com o tempo, o petróleo que hoje está nas bordas dos dois continentes.
Também está em discussão a exploração do petróleo no Ártico, que poderá ser mais facilmente extraído devido ao degelo da calota polar.
Dados do Anuário Estatístico da Agência Nacional de Petróleo (2011).
Clique na imagem para ver as informações.
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4. O que significa a cotação do barril de petróleo?
O barril de petróleo é uma unidade de medida equivalente a aproximadamente 159 litros de petróleo. O seu preço é definido pelos países produtores de acordo com a quantidade que definem colocar à disposição para compra no mercado internacional. A escassez ou a abundância desta matéria-prima, na maioria da vezes, não tem a ver com a quantidade produzida ou com o potencial da fonte produtora, mas com questões mercadológicas e como forma de pressão sobre os consumidores, estes últimos, em geral, representados pelos países mais ricos e industrializados.
5.O petróleo pode acabar?
O petróleo é um recurso natural não renovável, isso significa que ele vai acabar dentro de algumas décadas. Devido à descoberta recente de novas jazidas, alguns especialistas não precisam uma data para seu fim. Embora outros afirmem que ele pode durar por, aproximadamente, mais cinquenta anos.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Depósito de NBRs da Associação Brasileira de Normas Técnicas
Tal depósito foi montado no MediaFire, pela facilidade de manuseio do mesmo.
Todos os arquivos se encontram em PDF (A maior parte) ou em DOC. E aqui segue a lista atualizada (04/02/2009) do conteúdo dessa pasta, com todos os Códigos das NBRs depositadas e seus respectivos títulos. Para pesquisar aqui nesta lista, aperte a tecla “Ctrl” e a tecla “F” de seu teclado, simultaneamente, e digite na caixa que aparecer o Número da Norma que procura ou alguma palavra chave que possa estar no título. Já no MediaFire, para encontrar a norma escolhida, clique aqui para ver um tutorial explicativo.
domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Manual de Instalação Elétrica Residencial
Este Manual é um pequeno curso prático de instalação elétrica. Por ele, você poderá aprender como se faz uma instalação elétrica do começo ao fim. Passo por passo. Da escolha dos materiais à ligação final. E ainda poderá aprender corno fazer pequenos consertos. Procure estudá-lo capítulo por capitulo. Não pule os testes, nos finais de cada capítulo. Eles são importantes para você saber o que realmente aprendeu. Ele será útil em sua casa, no trabalho, na casa de amigos. Seu título é uma homenagem das empresas de energia de São Paulo ao homem que construiu grande parte de nosso Estado: o autoconstrutor, isto é, àquele que constrói sua casa pessoalmente, com a ajuda dos amigos, e, quando tem fé, com a ajuda de Deus. Aquele que é pedreiro, marceneiro, eletricista, pintor, arquiteto e engenheiro do lugar onde vai morar. Manual de Instalação Elétrica - Guia Prático para Autoconstrução, Com ele, a Energia de São Paulo deseja estar ao lado de todos aqueles que sabem a importância de uma boa instalação elétrica e querem aprender como fazê-la
sábado, 17 de setembro de 2011
Apostilas de Soldagem Diversas
Apostila de solda (tipos de soldagem) - Unicamp
Créditos: Faculdade de Engenharia Mecânica - Unicamp
Conhecendo solda MIG
Créditos: cortesia Doctor Cia Consultoria
Apostila Metalurgia da Soldagem
Apostila Soldagem de Eletrodos Inoxidáveis
Apostila Soldagem de Eletrodos Revestidos
Apostila Soldagem Arco Submerso
Apostila Soldagem de Tubulações
Apostila Soldagem MIG/MAG
Apostila Arames Tubulares
Apostila Caminhos para Soldar Melhor
Créditos: Esab Soldagem e Corte Brasil
Créditos: Faculdade de Engenharia Mecânica - Unicamp
Conhecendo solda MIG
Créditos: cortesia Doctor Cia Consultoria
Apostila Metalurgia da Soldagem
Apostila Soldagem de Eletrodos Inoxidáveis
Apostila Soldagem de Eletrodos Revestidos
Apostila Soldagem Arco Submerso
Apostila Soldagem de Tubulações
Apostila Soldagem MIG/MAG
Apostila Arames Tubulares
Apostila Caminhos para Soldar Melhor
Créditos: Esab Soldagem e Corte Brasil
Soldagem de Aço Inoxidável
Introdução
Os aços inoxidáveis austeníticos são facilmente soldados com ou sem arame de enchimento. Ë considerável a utilização da família de aços inoxidáveis comuns na fabricação de produtos.
Os aços inoxidáveis super – austenítico (com resistência a pite de número maior que 40), ferrítico, super – ferrítico, martensitico e austeno – ferrítico (dúplex/ super-dúplex) requerem um controle maior quando for soldado e pode envolver tratamento térmico pós solda ou eletrodo consumíveis especiais.
Os principais objetivos quando se produz uma junta soldada são:
1. Assegurar soldas perfeitas que combinam as propriedades de corrosão e mecânica com o metal base.
2. Escolher um processo de soldagem que encontre os requisitos de produtividade, mas que resultará se possível em pouca distorção e necessite o mínimo de esmerilhamento pós – solda.
As considerações a serem tomadas quando se escolhe um processo de soldagem são:
• Tipo de junta e espessura do material
• Posição da solda e o ambiente do trabalho, por ex. galpão de fabrica ou no local
• Métodos manual ou mecanizado para aumentar a produtividade e a repetibilidade da qualidade
• Disponibilidade de materiais de enchimento adequados que são muitas vezes mais ligados para aumentar a resistência a corrosão do deposito de solda, e pode ser essencial para prevenir trinca no cordão de solda.
Orientações gerais
• Evitar excessivo calor absorvido e alta temperatura entre os passes de solda. Os aços austeníticos tem um alto coeficiente de expansão térmica e baixa condutividade, assim o alto calor absorvido resulta em excessiva distorção e tensão residual.
• Planejar os critérios e / ou a transformação metalúrgica devido a soldagem pode necessitar da seleção de um consumível para solda não correspondente, para conseguir os níveis de tenacidade em temperaturas criogênicas ou aumentar a resistência a corrosão do metal de adição.
• É importante, se possível, reservar uma instalação na fabrica exclusivamente para os aços inoxidáveis. Além disso, utilize equipamento de manuseio com proteção e ferramentas que são utilizados na fabricação de produtos de aço inoxidável para evitar contaminação de contato com aços carbono
• Na dúvida a cerca das técnicas de soldagem e fabricação é recomendado consultar o fornecedor / fabricante do material de base ou consumível para solda.
• Quando for necessário o gás protetor, consulte seu fornecedor sobre a informação mais recente da composição do gás recomendada.
• Quando novos tipos de materiais serão soldados, especialmente aços ferrítico, martensitico e dúplex, contate seu fabricante de consumível sobre informação do processo de solda e recomendações de material de enchimento.
• A preparação pós solda pode requerer o uso de pastas de decapagem ou outras substâncias corrosivas. Consulte antes do uso o seu fornecedor do material.
Saúde e segurança na soldagem
A publicação nº 236, 1994 da Associação dos Soldadores: RISCOS DAS EMANAÇÕES DE SOLDAGEM relata: É aconselhável que onde é efetuada a soldagem do aço inoxidável se num edifício ou num espaço confinado é especialmente importante a previsão da extração adequada das emanações. Consulta o seu fornecedor dos consumíveis da solda sobre a informação e recomendações.
Processos populares para soldagem de aços inoxidáveis
Os Aços Inoxidáveis
Os aços inoxidáveis são ligas de ferro (Fe) e cromo (Cr) com um mínimo de 10,50% de Cr. Outros elementos metálicos também integram estas ligas, mas o Cr é considerado o elemento mais importante porque é o que dá aos aços inoxidáveis uma elevada resistência à corrosão.
Em atmosferas rurais, com baixos índices de contaminação, observa-se uma grande diminuição da velocidade de oxidação nas ligas Fe- Cr na medida em que aumenta a quantidade de Cr presente na mesma (ver figura 1). Com 10,50 % de Cr constata-se que a liga não sofre corrosão atmosférica nessas condições e este é o critério utilizado para sustentar a definição dada no início deste texto para os aços inoxidáveis.
Os aços inoxidáveis surgiram de estudos realizados em 1912, tanto na Inglaterra como na Alemanha. O aço estudado na Inglaterra era uma liga Fe-Cr , com cerca de 13% de Cr. Na Alemanha se tratou de uma liga que, além de Fe e Cr, continha também níquel (Ni). No primeiro caso era um aço inoxidável muito próximo ao que hoje chamamos de 420 e no segundo outro aço inoxidável bastante parecido com o que hoje conhecemos como 302.
Anteriormente, na primeira metade do século XIX, foram feitas ligas Fe-Cr. Nessa época, o conceito predominante considerava que um material era resistente à corrosão se resistia ao mais popular e conhecido dos ácidos inorgânicos: o ácido sulfúrico. Este fato, aliado a incapacidade das aciarias daquela época de reduzir a quantidade de carbono (C), fizeram abandonar, durante muitos anos, o estudo destas ligas.
Os diferentes tipos de aços inoxidáveis
Já foi comentado que os aços inoxidáveis são ligas Fe-Cr com um mínimo de 10,50% de Cr. A adição de outros elementos permite formar um extenso conjunto de materiais. Nos aços inoxidáveis, dois elementos se destacam: o cromo, sempre presente, por seu importante papel na resistência à corrosão, e o níquel, por sua contribuição na melhoria das propriedades mecânicas.
Mesmo existindo diferentes classificações, algumas mais completas da que aqui será apresentada, podemos, em princípio, dividir os aços inoxidáveis em dois grandes grupos: a série 400 e a série 300.
A série 400 é a dos aços inoxidáveis ferríticos, aços magnéticos com estrutura cúbica de corpo centrado, basicamente ligas Fe-Cr.
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